01
Escreva o que não cabe no zap
Uma carta curta, longa, ou um desenho. Ninguém mais lê — só quem você escolheu.
O correio mais lento. O recado mais certo.
Há quem mande mensagem. Você manda alguém — pombo, jegue, tartaruga ou avião — até o endereço do coração.
O rito
01
Uma carta curta, longa, ou um desenho. Ninguém mais lê — só quem você escolheu.
02
Pombo para a pressa. Tartaruga para o teatro. Avião se o peito não aguenta esperar.
03
No mapa o bicho percorre o caminho. Se você estiver olhando, vê a chegada.
A chegada
Não foi uma notificação. Foi um pombo no parapeito, uma carta no bico, e o tempo inteiro do mundo para abrir. No fim da rua, o jegue, o cisne, a cegonha, o cavalo, a tartaruga e o avião já carregavam o resto.
Sete mensageiros. Um só destino: quem você ama.
Os sete
Sem nome
Os mesmos mensageiros, de capuz. Quem recebe acompanha a viagem e abre a carta sem saber quem escreveu.
O papel
Papéis para todo jeito de amar. Arraste o varal. O que fizer o peito apertar é o certo.
No celular
O envelope fica na tela inicial: abre em tela cheia, sem barra do navegador, e a próxima carta fica a um toque. Grátis, sem loja de apps.
Agora
Escreva hoje. Escolha o bicho. Deixe o mapa contar o resto — até pousar nas mãos certas.
Escrever uma carta